2003
- Novembro
O
nosso maior patrimônio!
Histórias
de voluntários que mudaram de vida ao ingressar no CIPS.
"A
nossa maior riqueza é o recurso humano", é
com esta declaração que a Iasmi Aires Loberto,
presidente da Entidade, costuma definir o CIPS. E de fato o
é. A energia que fomenta as atividades da Instituição
é decorrente de voluntários que se dispõem
a contribuir com esta obra social que teve início pelo
menos há dez anos. Depois de percorrer uma verdadeira
via sacra, Iasmi Aires Loberto foi convidada a coordenar o Centro
Social da Paróquia Vila Santa Catarina. E foi lá
que chegou, há cinco anos atrás, uma senhora,
na época com 68 anos, viúva e atravessando uma
fase de muita depressão, em decorrência da perda
do marido, um companheiro de 48 anos de convivência harmoniosa.
Após acolher sugestão da filha, Dona Maria Honorato
Roim, procurou o Centro Social disposta a colaborar, em qualquer
atividade, desde que se mantivesse ocupada. Desde então,
a vida desta simpática senhora mudou completamente. Hoje,
com 73 anos, Dona Maria é responsável pela cozinha
da Creche, onde prepara mais de cem refeições
diariamente. "O CIPS pra mim é tudo. Foi aqui que
renovei minha vida. Todos os dias às 06h45 estou aqui
para fazer o café da manhã para as crianças",
comenta Dona Maria.
Moradora da comunidade da rua Alba, 930, Aldamir Ferreria, 29
anos, casada e mãe de três filhos, é a voluntária
responsável pela atividades desenvolvidas na sede Alba
do CIPS. Desde abril de 2002, Aldamir vem atuando em várias
atividades, passou primeiro pelo atendimento social e capacitou-se
em computação para dar aula para crianças.
Atualmente é monitora de duas turmas - uma de alfabetização
e o outra de 2ª série - além de coordenar
a padaria da sede Alba, com uma produção diária
de 200 mini-pães (de banana, de goiaba, cenoura). Para
Aldamir o CIPS foi uma escola de vida. "Aprendi tudo, me
relacionar com as pessoas, ter paciência com as crianças,
enfim passei a ser uma pessoa melhor de se conviver. Antes reclamava
muito da vida e percebi que existem pessoas com problemas muito
maiores que os meus".
Há cerca de 2 anos, ao acompanhar o trabalho das voluntárias
na comunidade Alba, Suzylene Pereira Sousa, 20 anos, se interessou
pelo trabalho do CIPS e foi beneficiada com um curso de computação.
Naquela época, tinha concluído o 2º grau
e foi convidada a lecionar no curso de alfabetização
de adultos. No entanto, a Creche da Entidade estava precisando
de uma assistente pedagógica e Suzy se interessou pela
vaga, passando a integrar o grupo de colaboradores da Creche.
No
início deste ano, porém, a vida dela mudou por
completo, é que ela ganhou uma bolsa de estudo para cursar
a faculdade. "É realização de um sonho,
pois morando na comunidade Vietnã, onde as casas são
instaladas sobre o córrego e os moradores são
obrigados a conviver com mau cheiro, nunca pensei que um dia
teria a oportunidade de cursar uma Faculdade". Suzy comenta,
ainda, que este fato mudou a expectativa de vida, pois pensava
que depois de concluir o 2º grau, para se ver livre do
mau cheio do córrego, ficaria o dia inteiro procurando
emprego. A Faculdade despertou a possibilidade de um dia poder
mudar-se para outro lugar e oferecer melhores condições
de vida à família.
Normalmente quando uma menina tem 16 anos, está em pleno
desenvolvimento e quer mais é curtir a sua idade. Para
Mariana Parussolo Zimmermann a experiência foi completamente
diferente. Filha da voluntária Iara Zimermann, Mariana
foi convidada pela presidente do CIPS para dar aula no curso
de alfabetização. Ela não titubeou, encarou
a tarefa e começou a dar aula. "Ser útil
e ajudar as pessoas a se alfabetizarem foi a maior experiência".
Hoje, com 19 anos, praticamente, cursando o 1° ano de Arquitetura,
Mariana relata com mais profundidade o que significou todos
estes anos de educadora. "Além de fazer amigos e
entender o que eles pensam sobre a vida, aprendi a falar em
público, o que me ajudou a ter bom desempenho na faculdade".
São com esses relatos que o CIPS vem contando a própria
história, crescendo e construindo uma sociedade mais
justa e mais igualitária. Se você deseja fazer
parte desta história, procure-nos!
download: O
Arauto novembro/03
< Voltar