2003
- Junho
Orçamento Participativo: o CIPS esteve lá!
Sintonizado com o processo de inclusão social, o
CIPS participa de Assembléia com mais de 700 pessoas,
promovida pela Subprefeitura do Jabaquara.
Orçamento
participativo, processo desenvolvido pela Prefeitura de
São Paulo, é o mecanismo que a comunidade
utiliza para incluir no orçamento do governo Municipal,
suas reivindicações e pretensões sociais.
A discussão do orçamento para o ano de 2004,
para a nossa região, Vila Santa Catarina aconteceu
no dia 24 de abril, passado, quando em conjunto o CIPS e
a subprefeitura do Jabaquara promoveram uma assembléia
com a participação de representantes das favelas
da rua Alba, Rocinha, Souza Docca, Biquinha e Vietnã,
dentre outras, totalizando mais de 700 pessoas, entre mulheres,
homens e crianças.
Um clima de euforia e ansiedade tomou conta ao perceberem
que poderiam sugerir e votar propostas para inclusão
no orçamento municipal, além de eleger "delegados",
ou seja, representantes que irão defender alguns
segmentos sociais representados como mulheres e negros.
Após a explanação da Coordenadora de
Área do Orçamento Participativo, Ana Maria,
que explicou a importância deste procedimento, iniciou-se
a apresentação de propostas ."Parabenizo
todos vocês pela presença, esta é uma
das mais expressivas reuniões, o que me leva a crer
o quanto a comunidade é bem atuante, nesta região".
Após a apresentação das 15 propostas,
dentre as quais se destacavam as sugeridas por beneficiários
do CIPS, como a que solicita amplo convênio social
do CIPS com a Prefeitura, visando atender os beneficiados
da Entidade, passou-se à votação por
escrito e secreta, das propostas que seriam encaminhadas
à Prefeitura. E de todas apresentadas, sete sobressaíram
como as mais votadas, sendo justamente as sugeridas por
membros da comunidade local.
"Pela terceira vez estamos apoiando esta iniciativa,
espero que desta vez nossas conquistas sejam efetivadas",
queixa-se Iasmi Aires Loberto, presidente doCIPS. Ela ainda
aguarda a realização das propostas apresentadas
no OP dos anos anteriores, e vê na participação
popular direta o caminho para obter ótimos resultados,
sobretudo com ampla discussão dos problemas da comunidade".
Celeste, moradora da Favela Alba , tem no OP a esperança
de ter as reivindicações da comunidade respeitada
e sendo realizadas nos próximos anos.
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Arauto junho/03
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