2003
- Junho
Cips pede apoio para auxiliar os carentes.
12 à 18 de junho: Com déficit acumulado de R$ 32 mil e sem a ajuda
oficial, o Centro Integrado de Promoção Social
- Cips mantém suas portas abertas para atender cerca
de 5 mil famílias carentes da região do Jabaquara.
O trabalho começou há 10 anos, com Iasmi Loberto
e um grupo de senhoras da Vila Mascote, que confeccionavam
artigos de cama, mesa e banho para vender em bazares, cuja
verba era revertida para ajudar crianças do Hospital
do Câncer da Fundação Antônio
Prudente. Os pequenos recebiam brinquedos educativos, revistas,
livros infantis, lanches e a visita das voluntárias.
Sentindo a carência de muitas famílias de comunidades
do Jabaquara como favela Alba, Vietnã, Rocinha e
Beira Rio, Iasmi alugou um espaço e fundou o Centro
Integrado de Promoção Social - Cips. Lá
o trabalho é árduo, pois se recebe pessoas
de 2 a 70 anos, com atendimento em creches, alfabetização
para adultos por meio do Mova - Movimento de Alfabetização
para Adultos, curso de informática, técnica
em confeitaria e vendas, aulas de cidadania com atendimento
jurídico gratuito, ballet, capoeira, percussão,
entre outros.
O destaque é o balcão de emprego, que além
de requalificar famílias para o mercado de trabalho,
conta com a colaboração de empresários
de bairro. "Acreditamos que empregando pessoas do bairro
o retorno virá para o bairro e isso também
contribui para a diminuição da criminalidade
da região", argumenta Iasmi, acrescentando que
muitos dos funcionários que trabalham em lanchonetes
no aeroporto de Congonhas, por exemplo, passaram pelo curso
de requalificação e pelo balcão de
empregos do Cips. "Esse é o nosso maior retorno".
Na área da saúde o Cips tem uma farmácia
que fornece aos carentes remédios doados pela comunidade
e alguns laboratórios farmacêuticos. Cerca
de oito profissionais da área de odontologia realizam
trabalho voluntário da clínica dentaria do
Cips. O projeto conta com a colaboração de
150 voluntários e 10 funcionários que atuam
na creche, onde se gasta em média da folha de pagamento
R$ 3 mil e além disso, são mais R$ 2,5 de
aluguel. O sonho de Iasmi é poder contar com um convênio
da prefeitura ou do estado para poder dar continuidade no
trabalho e atender mais pessoas. Para manter seus funcionários,
as mães que têm condições pagam
R$ 90,00 para deixar os filhos na creche. "Com isso
pagamos os funcionários e abrimos espaço para
as crianças cujas mães não podem pagar
ou podem pagar um valor menor", explica a presidente.
Outra colaboração é de alguns dos pais
que têm os filhos no ballet, onde colaboram com R$
10,00 por mês.
Interessados em trabalhar como voluntário na entidade
ou como doador, podem ligar para 5677-8958. O Cips precisa
de doações de remédios, lanches, roupas
novas ou semi-novas para o bazar, alimentos não perecíveis,
entre outros. O endereço é: rua Alto do Bonfim,
220, Vila Santa Catarina com atendimento de segunda a sexta-feira
das 7h às 22h30 e aos sábados das 7h às
20h.
download: Diário de São Paulo junho/03
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